17 de abril de 2019

Cido Polícia foi absolvido de crimes

Com informações de O Diário / Reprodução: Sarandi em Dia - O ex-secretário da Guarda Municipal de Sarandi, Aparecido Antônio, o Cido Polícia, foi absolvido de duas das três acusações formalizadas contra ele em 2016. Situação ocorreu após investigação do Gaeco, que resultou em um mandado de busca e apreensão na sede da Guarda Municipal de Sarandi e na residência de Cido. 

Na ocasião, ele foi condenado em primeira instância por porte ilegal de duas armas encontradas em sua sala na Guarda Municipal - uma calibre 12 e uma pistola 380 -, por tráfico de entorpecentes por uma quantia de maconha que também estava em sua sala, e posse ilegal de uma pistola 635 encontrada em sua residência. Cido Polícia diz que denúncia feita contra ele foi fruto de perseguição política, porque estava à frente nas pesquisas para prefeito de Sarandi. 
De acordo com o advogado de Cido Polícia, Eduardo Miléo, as duas armas encontradas na sede da Guarda Municipal foram compradas, juntamente com outras 31 armas, para armar os guardas - no total, eram dez calibre 12 e 23 pistolas. Fato foi comprado por meio de notas fiscais, o recurso do Gaeco foi rechaçado pela Justiça e Cido foi absolvido. 


“Eram armas compradas pela Guarda Municipal. O grande conjunto de armas estava no 4º Batalhão da Polícia Militar, a pedido do Cido, por meio de um ofício, para garantir a segurança. Ele tinha medo que alguém invadisse a sede da Guarda e pegasse as armas e na época, os guardas ainda não podiam andar armados, estavam sendo treinados para isso. Apenas essas duas armas ficaram na sede da Guarda Municipal, para serem apresentadas para a imprensa”, ressaltou o advogado. 

Em segunda instância, Cido Polícia também foi absolvido da acusação por tráfico de entorpecentes. “Fomos ao Tribunal de Justiça Estado do Paraná (TJ-PR) e ele foi absolvido, porque ficou muito claro durante a ação penal que esta droga teria sido colocada lá, para prejudicar o Cido. Nós tínhamos testemunhas que demonstraram que havia um desafeto ali”, explicou Miléo.

Já a arma que o Gaeco encontrou na casa de Cido Polícia, estava no nome dele, mas estava com o registro vencido. Por esse crime, ela ainda responde. A ação penal está sendo discutida no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília. “Buscamos, através de entendimentos jurisprudenciais, que o Cido seja absolvido, porque a arma era dele, só estava com o registro vencido, por um descuido”, ressaltou o advogado.




Polícia Militar

Paralelamente a esta situação, ocorreu um processo de cunho exclusório na Polícia Militar do Estado do Paraná. Em um primeiro momento, o processo foi decidido pelo comando-geral da PM, que excluiu Cido Polícia da PM. Porém, essa exclusão se deu com base no que dizia a primeira sentença, que foi rechaçada e reformada pelo TJ-PR. Quando veio o recurso ao governo estadual, o governador, que é o último grau de recurso administrativo, reformou essa decisão. 


“Com isso, o Cido não seria mais excluído, e traz a ele a punição de quatro dias de prisão disciplinar, pelo fato de ter se equivocado e não ter renovado a documentação daquela arma. Então, ele continua sendo policial militar estadual da reserva remunerada”, ressaltou Eduardo Miléo.