4 de abril de 2019

Combate a corrupção aumentaria receita fiscal em US$ 1 trilhão, diz FMI

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ISTOÉ Dinheiro - Combater a corrupção em todo o mundo aumentaria a receita fiscal dos países em US$ 1 trilhão, o equivalente a 1,25% do PIB global, afirmou o Fundo Monetário Internacional (FMI) nesta quinta-feira (4), em uma prévia de um relatório de dados que será divulgado amanhã.

Os países com os menores índices de corrupção e com a economia mais avançada arrecadaram quase 5% a mais em receitas fiscais do PIB do que àqueles com taxas mais altas de desvios, constatou o levantamento. “Os ganhos seriam maiores considerando que um [índice de] corrupção menor aumentaria o crescimento econômico, aumentando ainda mais as receitas”, diz parte do texto.

O FMI evitou polêmicas ao listar os países mais corruptos do mundo, mas afirmou o crime como um “problema global que exige maior cooperação internacional para enfrentá-lo”. O órgão define corrupção como o abuso do cargo público para ganhos privados, podendo ocorrer com pagamento de subornos, nepotismo, conflito de interesses, entre outras modalidades.

Uma pesquisa de 2018 da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revelou que 42% das empresas estatais relataram atos de corrupção ou outras práticas irregulares nos últimos três anos.

Além dos benefícios fiscais, o estudo do FMI revela que países com maiores taxas de corrupção tendem a gastar menos em educação e saúde, principalmente em países emergentes e de baixa renda.

A solução a problemática passa por uma forte vontade política em um abordagem mais abrangente por parte dos governos, diz o órgão. Entre medidas de combate, o FMI elenca leis claras sobre coleta de impostos, supervisão e auditorias independentes, punições rigorosas para atos de corrupção, imprensa livre e digitalização de dados públicos.