2 de abril de 2019

Empresa faz a limpeza no trecho da linha férrea e ameniza odores

A Rumo, concessionária responsável pela ferrovia que passa por Maringá, cumpriu a assepsia de um trecho onde houve o derramamento de soja dentro do prazo estipulado pela administração municipal. A Comissão Especial de Estudos, que investiga o mau cheiro na cidade, visitou na sexta-feira, 29, o túnel ferroviário no centro. Os vereadores Odair Fogueteiro (presidente), Flávio Mantovani (relator) e William Gentil (membro) foram acompanhados pelo chefe da Defesa Civil, Adilson Costa, e percorreram, em veículos tracionados, metade da via férrea entre as Avenidas Guaiapó e Paranavaí.
Há cerca de 30 dias, um carregamento de grãos de soja caiu entre os trilhos e liberou forte odor com a fermentação da matéria orgânica. “Após esse acidente, tivemos vários dias de chuva e sol. Somente quando recebemos as primeiras reclamações da população é que suspeitamos e encontramos a origem do problema”, explicou Costa.
A linha férrea tem 1.340 metros em Maringá, incluindo os túneis rebaixados com cerca de oito metros de profundidade. O derramamento de soja ocorreu próximo à Avenida Pedro Taques, em uma área descoberta que atraia moscas ao redor do material apodrecido.

Segundo Mantovani, a Rumo tinha até dia 1º de abril, ontem, para concluir a total limpeza do local. A reportagem procurou a concessionária para tratar o assunto, e em nota, por meio de sua Assessoria de Imprensa, a Rumo esclareceu que já realizou a limpeza de toda a área onde foi registrada a ocorrência, e que o problema foi sanado. “Os serviços foram executados dentro dos prazos estabelecidos e acompanhados pelos órgãos responsáveis. No entanto, diante do fato relatado pela reportagem, a concessionária enviará novamente uma equipe ao local para checar a procedência da informação”, destaca.

O fato foi confirmado pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Bem-Estar Animal (Sema), que também acompanhou o caso. “Logo após a data dos fatos, no início de março, a empresa fez a limpeza de boa parte do local afetado, mas outros grãos ficaram pelo espaço e com o tempo, umidade e sol, fermentaram e provocaram mau cheiro. Eles foram acionados novamente e na manhã desta segunda-feira, estivemos lá com os funcionários da empresa, que concluíram o serviço. Está tudo em ordem, novamente. O mau cheiro ainda existe, mas está muito leve e deve se extinguir em breve”, explica Erival Adorno, gerente de Fiscalização Ambiental da Sema.

A Comissão ainda investiga se o odor denunciado em outras regiões da cidade apontando, inicialmente, para despejo irregular de rejeitos industriais. O grupo tem 90 dias para apresentar seu relatório à Mesa Executiva com novidades e os avanços da investigação e solução dos ocorridos.