11 de abril de 2019

Mudança na área de estacionamento gera queixa de comerciantes

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Do O Diário - Desde esta quarta-feira, 10, o estacionamento que divide espaço com os ônibus do Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) e veículos gerais da população, entre a Travessa Júlio de Mesquita Filho e Travessa Guilherme de Almeida (área da antiga rodoviária), no centro de Maringá, são destinados somente para ônibus. Já o estacionamento que era totalmente público, entre a Avenidas João Paulino e Avenida Herval, será dividido para abrigar veículos e ônibus.
De acordo com a engenheira Fabiane Gimenes, gerente de planejamento do Transporte Coletivo da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (Semob), a medida ocorre em virtude do avanço das obras do Terminal Intermodal, que é circulado pelos dois pontos de estacionamento.

O estacionamento exclusivo para ônibus em novo local será disponibilizado até a finalização do novo terminal, prevista para setembro deste ano, e isso tem gerado queixas dos comerciantes da região, que acreditam que as pessoas deverão recorrer a outros pontos para estacionar, e deixarão de consumir em seus estabelecimentos. 

Ainda está prevista, dentro das próximas semanas, a mudança de pontos de ônibus da Avenida Tamandaré para o estacionamento da área da antiga rodoviária, que passará a contar com mais de 20 linhas. “Em breve serão divulgadas mapas ilustrativos das linhas”, informa a Assessoria de Imprensa da administração municipal.

Para Hiam Cadri, proprietária de uma loja de presentes da vizinhança, a iniciativa deverá interferir em seu comércio. “Principalmente aos sábados, que o movimento é maior. Boa parte de nossos clientes estacionam aqui. Já é difícil encontrar vagas pela cidade. A prefeitura não poderia pensar em outro local?”, questiona.

Sandra Regia, funcionária de outra loja de multi itens, também reclama. “Se forem parar em outro ponto, deixarão de passar por aqui. Entendo que é preciso concluir a obra, mas serão quase seis meses, não alguns dias. Não existe alternativa?”, diz.

A funcionária de uma loja de calçados, Aline Souza, tem a mesma opinião. “Compreendo em parte. Mas serão vários meses. Vai atrapalhar o fluxo de gente aqui nesta parte”, pontua.

Questionada sobre o assunto, a prefeitura, por meio da Assessoria de Imprensa, informa que as obras estão dentro do cronograma. “Causa transtornos, sem dúvida, mas as intervenções são feitas para provocar o menor impacto possível. A dinâmica das obras exige medidas como estas. Foi assim em outras avenidas de grande movimento, que hoje já estão em ordem”, conclui.