11 de abril de 2019

Vendas de carros automáticos triplicam em 10 anos no Brasil

Vinicius Barreto, de 26 anos, escolheu o câmbio automático em nome do conforto. — Foto: Celso Tavares/G1
Do G1 Globo - Os carros automáticos e automatizados ganharam espaço no Brasil: o número de emplacamentos em 10 anos triplicou no país, de acordo com a consultoria Jato.
A oferta de modelos que dispensam o pedal da embreagem aumentou e tirou desse recurso o caráter de luxuoso, ainda que versões com esse tipo de transmissão custem mais.
No ano passado, os modelos com transmissão automática ou automatizada representaram 47,9% do mercado brasileiro. Há 10 anos, detinham apenas 12,7% do total.
A alta nas vendas aponta também para um novo comportamento do consumidor, em busca de conforto e praticidade. "Fico muito tempo parada no trânsito de São Paulo e trocar marchas acaba cansando muito", diz a publicitária Carla Rigolo, de 25 anos, que trocou um carro manual por um automático em maio de 2018.

Para Vinicius Barreto, 26 anos e coordenador de marketing, a compra de seu Peugeot 2008 em fevereiro de 2017 foi motivada pelos longos trajetos ao volante: "Gosto de fazer viagens longas em feriados e já voltei com muita dor no pé por conta da embreagem".

Acidentes
Por outro lado, esse tipo de transmissão ainda confunde alguns motoristas. Em Pernambuco, um manobrista despencou com um carro de um edifício garagem em janeiro último. De acordo com os bombeiros, ele se atrapalhou com os pedais.

Outros casos recentes levantam o mesmo tipo de suspeita, ainda que não tenham tido uma investigação aprofundada.

A lei brasileira proíbe o uso de carro automático para ensinar quem vai tirar a carteira de habilitação.

De acordo com a Resolução 168/04 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), as aulas práticas e os exames devem ser realizados em carros com câmbio manual e sem qualquer equipamento de auxílio, como sensores de ré e assistente de partida em rampas.

Contudo, é possível que pessoas já habilitadas tenham aulas de aperfeiçoamento para conduzirem veículos sem embreagem, mas, na contramão das vendas, a procura ainda é pequena, segundo Magnelson Carlos de Souza, presidente do sindicato das autoescolas.