8 de abril de 2019

Vídeos mostram menino de 2 anos voltando para casa sozinho após deixar creche em Cajuru, SP

Câmera de segurança flagra menino de 2 anos voltando para casa sozinho em Cajuru, SP — Foto: Reprodução
Do G1 Portal de Notícias da Globo - Câmeras de segurança flagraram o menino de 2 anos voltando para casa a pé, após conseguir sair da creche sozinho em Cajuru (SP). O caso ganhou repercussão nacional no mesmo dia e a mãe passou a acusar as funcionárias da escola de negligência.
Vídeo mostra menino de 2 anos voltando para casa sozinho após deixar a creche em Cajuru, SP — Foto: Reprodução
A Polícia Civil investiga o caso como abandono de incapaz. A Prefeitura também instaurou um processo administrativo para apurar como a criança deixou creche sem ser notada. A servidora responsável pela entrada e saída dos alunos foi afastada.
Nas imagens divulgadas com exclusividade pelo Fantástico é possível ver o garoto andando sozinho pela calçada. Ele percorreu cerca de um quilômetro entre os bairros Dom Bosco, onde fica o centro educacional, e Três Marias, onde mora com a mãe.

O vídeo mostra a criança correndo no meio de uma rua. O garoto para e volta para a calçada, ao perceber que um carro está se aproximando. Em seguida, ele passa atrás de um poste na calçada e continua correndo, como se estivesse brincando.

Depois de caminhar por várias ruas, o garoto ainda atravessou uma avenida bastante movimentada, próxima à entrada da cidade. A mãe do menino, que pediu para não ser identificada, diz que ficou ainda mais assustada ao ver as imagens.

“É uma coisa que não existe. Eu, sinceramente, até agora não estou acreditando no que aconteceu. Eu fico pensando ‘graças a Deus ele desceu para cá’, porque imagina se ele tivesse virado para a pista, onde a gente morava no ano passado”, afirma.

A moradora relembra que estava limpando a casa próximo de 11h da última terça-feira (2), quando ouviu um barulho no portão e deu de cara com o filho já na sala. Ela conta tinha o hábito de levar e buscar o menino da creche a pé todos os dias.

“Ele veio até mim falando ‘oi, mamãe, mamãe’. Fique apavorada e falei ‘o que você está fazendo aqui? Quem trouxe você, foi seu pai?’. Eu saí e não tinha ninguém, só os pedreiros. Perguntei de onde ele tinha vindo e os rapazes falaram que ele estava sozinho”, diz.