11 de julho de 2019

Associação de Maringá transforma cartelas de remédios vazias em cadeira de rodas para quem precisa

                            Reprodução Facebook Arbec


O que fazer com as cartelas vazias de remédio? Para alguns, o lixo é o único destino provável. No entanto, a Assistência a Reabilitação e Bem-estar de Convalescentes (Arbec) vende as cartelas e destina os recursos para compra de cadeiras de rodas, camas e muletas que dão significado à vida de pessoas que precisam dos equipamentos para se locomover ou ter mais conforto durante a recuperação de alguma doença.Desde 2010, a Arbec empresta, por tempo indeterminado, equipamentos que auxiliam na recuperação das pessoas. A iniciativa surgiu enquanto Gilmar Ramos, de 44 anos, era motorista de ambulância em Maringá. Ele ganhou uma cadeira de rodas de uma paciente que transportava e que não precisava mais do equipamento. Após reformar a cadeira, ele emprestou novamente para outra pessoa que tinha o equipamento, mas que não estava em boas condições.Foi a partir dessas duas cadeiras que surgiu a Arbec. Hoje, segundo o presidente da instituição, Gilmar Ramos, são mais de 5 mil empréstimos de cadeiras de banho, cadeiras de rodas, camas hospitalares, muletas, andadores, bengalas, tipoias e outros equipamentos. No site da Arbec, o mapa mostra vários empréstimos de equipamentos em Maringá e outras cidades da região como Mandaguaçu, Marialva, Mandaguari, Paiçandu e Sarandi.

Há cerca de dois meses, a Arbec conseguia os equipamentos por meio de doações ou promoções. No entanto, com objetivo de engajar as pessoas, Gilmar Ramos e outro amigo tiveram a ideia de reunir cartelas de medicamentos e vender os materiais para conseguir mais equipamentos. “Todo mundo tem uma cartela dessa em casa. Com essa atitude, a pessoa ajuda o meio ambiente e outra pessoa que precisa de uma cadeira”, afirma.

As cartelas passam por processo de separação em Londrina. De lá, o plástico vai para Minas Gerais e o alumínio para Porto Alegre. Todo o trabalho, desde o transporte até a separação, é feito de forma voluntária. “Nós também não recebemos o dinheiro. Quando acumulamos material que corresponde ao valor de uma cadeira, nós compramos a cadeira e mandamos o boleto para a empresa pagar”, explica o presidente da Arbec.