2 de setembro de 2019

Fim de coligações partidárias para eleição de vereadores desafia partidos. São mais de quinze pré-candidatos a prefeito

                               foto:Murilo Saldanha

Novidade nas eleições municipais no próximo ano, o fim das coligações partidárias para a eleição de vereadores vai desafiar partidos e candidatos. Na prática, como cada partido vai ter que lançar uma chapa pura para disputar as eleições proporcionais, o número de candidatos as 15 vagas na Câmara de Maringá tende a aumentar.A emenda que colocou fim nas coligações partidárias em eleições proporcionais, para os cargos de vereador, deputado estadual e deputado federal foi aprovada pelo Senado em 2017. Na época, ficou decidido que a medida entraria em vigor na próxima eleição municipal, no caso em 2020.

Para as eleições majoritárias, para os cargos de presidente da república, governadores, senadores e prefeitos não haverá mudanças e as coligações ficam permitidas. Anteriormente, ao se coligarem, os partidos poderiam lançar até 200% de candidatos em relação ao número de cadeiras em disputa. Na Câmara de Maringá, por exemplo, cada coligação lançava uma chapa com até 30 candidatos de vária siglas. Isoladamente, os partidos podem formar chapas com até 150%, o que dá 23 candidatos.

A impressão é que, com a possibilidade de lançar mais candidatos de um mesmo partido, as chances aumentam. Porém, com a cláusula de barreira o candidato precisa receber no mínimo 10% do quociente eleitoral para ser eleito. Em Maringá, por exemplo, a divisão dos votos válidos pelo número de cadeiras da Câmara é de cerca de 9 mil. Neste caso, os candidatos precisam fazer no mínimo 900 votos.

Nesse novo cenário, as siglas são desafiadas a traçar estratégias e testar nomes entre os eleitores para garantirem lugar no Legislativo. “Cada partido terá que ter um número em quantidade e qualidade de candidatos para que consiga isoladamente fazer o número de votos necessários e conseguir o quociente eleitoral”, avalia o advogado eleitoralista e presidente da Comissão de Direito Eleitoral da OAB Maringá, Anderson Alarcon.

Ele explica que apenas “uma grande estrela” no partido não trará o resultado esperado. Será preciso reunir candidatos e lideranças que consigam votos. “Esse é um desafio porque os partidos brasileiros carecem de democracia interna partidária e perecem na realidade municipal de lideranças agregadoras de voto. A tarefa de casa dos partidos nos municípios é criar pertencimento político e incentivar militância e interesse nas lideranças municipais”.